Os óculos

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“To me, eyewear goes way beyond being a prescription. It’s like makeup. It’s the most incredible accessory. The shape of a frame or the color of lenses can change your whole appearance.”

Eles foram-me impostos. Os óculos. E a nossa relação teve de ser cuidadosamente construída porque de amor à primeira vista nada teve. Ainda não tinha 10 anos quando, por brincadeira, descobri que precisava de óculos e tornou-se assustador quando o oftalmologista me informou que daí em diante seriam os meus melhores amigos, dado que só teria permissão para os tirar caso fosse dormir ou tomar banho. Naquela alterar usar óculos era sinónimo de ser aclamada de “quatro olhos” e apesar de ter feito ouvidos de mercador, esses comentários sempre toldaram a forma como os via na minha vida. Mas  os anos passaram e com isso a maneira como olhava para eles. A dada altura passei a ser a intelectual e cautelosamente os preconceitos foram substituídos por noções mais consolidadas. Acabaram por se tornar num ícone de moda e a dada altura a vontade era de conjuga-los com a roupa do dia-a-dia e preconiza-los como uma reflexão da minha personalidade.

Hoje em dia nem a operação é uma opção para mim. Acho que são a moldura do meu rosto e mesmo que tenha vontade de não os usar, porque o ser humano nunca está satisfeito com o que tem, tenho sempre a possibilidade de usar lentes de contacto, dinamizando assim a minha imagem de acordo com a minha vontade, sem menosprezar as minhas necessidades oftalmológicas. Cool right?

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Este meu desabafo sobre a minha história com os óculos surge no seguimento de uma consulta recente que fiz, e sobre a qual não podia deixar de partilhar convosco. Os que melhor me conhecem sabem que sou míope e dada a quantidade de tempo que passo agarrada ao computador por motivos de trabalho – architecture is my life and the autocad is my best friend – esqueço-me muitas vezes de passos simples para melhorar o meu bem estar ocular. Como pestanejar com frequência para promover a lágrima ou ir observando vários planos visuais para exercitar os meus olhos. E aliado a esses factos, poucas horas de sono e cada vez mais horas de trabalho, imaginam quem tem sofrido com isso, right? O certo é que marquei uma consulta no Institutoptico para perceber em que ponto da situação é que estavam os meus olhos e, o mais assustador para mim, se deveria mudar de graduação uma vez que estava a ter bastantes dores de cabeça e mau estar ocular.

E sabem o que foi mais incrível? Perceber que os meus receios eram legítimos e que independentemente da situação, depois daquela consulta iríamos trabalhar com bases fidedignas para oferecer aos meus olhos os melhores cuidados. O acompanhamento foi essencial neste processo todo! Estou muito grata e feliz por ter recorrido a profissionais tão competentes.

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Fiz imensos exames. Desde a pressão intro-ocular, que é nada mais que um pequeno sopro no olho, para compreender o meu histórico clínico; uma avaliação da minha saúde ocular externa – pálpebras, córnea, lágrima, pupila, entre outros -, uma avaliação automática da graduação, assim como uma avaliação da necessidade de compensação visual – refracção- e ainda o estudo do equilíbrio bio e bino ocular que, sucintamente, é uma avaliação ao equilíbrio visual dos dois olhos – coordenação-; Entre todo o processo, a explicação foi sempre clara e esclarecedora e sempre tão sincera que ás tantas vi clarificadas muitas das minhas dúvidas e receios. Para me tranquilizar, no final, ainda procedemos a um despiste de patologias e ao estudo de coordenação motora ocular – exame ocular – bem como a uma avaliação ao fundo do olho – retina – para desvendar todo o meu processo clínico e podermos assim satisfazer as minhas necessidades oculares.

O processo passou num ápice. Não sei se por me sentir tão confortável durante os exames ou porque diariamente passam pelo mesmo processo que eu tantas outras pessoas, mas o certo é que a estratégia desencadeada com base nas minhas necessidades levou-nos à resolução do problema. E tão feliz que fiquei!

Ás vezes deixamos para segundo plano pequenas necessidades que o nosso corpo vai deixando em evidência com mau estar, cansaço ou fadiga. Os alertas estão lá. E andar neste processo do “talvez passe” nunca é a melhor solução. Eu falo por mim, que ultrapassei todos esses limites e não soube responder ás minhas próprias necessidades mas, com o acompanhamento certo e prestando a atenção devida, não é tarde para estarmos plenos das nossas capacidades. Deixo a pergunta, quando foi a última vez que fizeste um exame oftalmológico? Como está a tua saúde ocular?

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